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Ensaio de MFL: O equipamento de MFL possui um imã permanente que, quando passa sobre a chapa, induz um campo magnético para dentro dela, o qual preenche ou “satura” toda a sua espessura.


Ouça na íntegra a matéria: Ensaio de MFL (Magnetic Flux Leakage): considerações básicas


O fluxo magnético que passa na chapa é lido por sensores que ficam na parte inferior do equipamento. Havendo corrosão, o fluxo magnético “vaza” para fora da chapa.

Então, os sensores de MFL detectam este “vazamento de fluxo” e o converte em pulsos elétricos que são processados e medidos pelo software.

A forma como estes processamentos e medições são realizados pelo software tem como base os parâmetros inseridos durante o processo de calibração, que é feito em chapas de teste com simulação de defeitos de dimensões pré estabelecidas.

Depois deste processamento, comparando-se com os dados obtidos durante a calibração, é apresentada então uma Porcentagem Estimada de Perda volumétrica de material naquelas regiões onde foi detectado vazamento de fluxo.

O ensaio de MFL não é um ensaio quantitativo, mas qualitativo, que nos apresentará percentuais estimados de perda de material nas faixas de 20%, 40% 60% e 80% em relação à espessura nominal da chapa.

Normas de referência do ensaio de MFL

Há uma orientação no item 4.4.4 da Norma internacional API STANDARD 653, citando o MFL como técnica aceita e empregada para inspeções de fundo de tanques de armazenamento.

Também são utilizados como referência informações e parâmetros fornecidos pelo fabricante.

Materiais e faixas de espessura a serem inspecionadas

Pode-se inspecionar chapas metálicas (ferromagnéticas) de 6mm a 12mm de espessura. No caso de inspeção em chapas revestidas, a espessura do revestimento não pode ser superior a 6mm.

Em qualquer caso, o somatório da espessura do revestimento e da chapa não pode ultrapassar 16mm.

Abaixo segue a relação entre espessura de revestimento e espessura da chapa onde se obtém o máximo de acurácia no dimensionamento dos defeitos:

  • Máx. de 6mm de revestimento em chapa de 6 mm de espessura
  • Máx. de 5mm de revestimento em chapa de 8 mm de espessura
  • Máx. de 3mm de revestimento em chapa de 10 mm de espessura
  • Máx. de 1mm de revestimento em chapa de 12 mm de espessura

Condição superficial da chapa de fundo de tanque

A limpeza do fundo do tanque deve ser rigorosa de forma a eliminar sujeiras, graxas, óleo, carepas, escórias, fluídos e qualquer impureza ou irregularidade que prejudique a execução do ensaio.

Principalmente, deve-se evitar que pequenas partes metálicas fiquem soltas nas chapas do fundo.

Para a preparação das superfícies a serem inspecionadas, podem ser utilizadas escovas de aço manuais ou rotativas e também jateamento (exceto granalha de ferro).

Os melhores resultados são obtidos com hidrojateamento.

Caso no piso do tanque existam ondulações ou qualquer outra irregularidade que prejudique a execução do ensaio, o operador poderá modificar a técnica de escaneamento. Nestas situações admite-se a utilização de Handscan (MFL manual) ou ultrassom (medição de espessura pontual).

Deve-se buscar um padrão de limpeza semelhante à figura abaixo:

ensaio-de-mfl-01

Após a limpeza, se forem verificadas áreas com empolamento no revestimento, conforme figura 3, ou áreas com “dents” conforme figura 4, as medidas obtidas pelo equipamento podem não ser feitas com acurácia.

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Modelo de relatório do ensaio de MFL gerado a partir do software

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17/09/2018
Ensaio de MFL

Ensaio de MFL (Magnetic Flux Leakage): considerações básicas

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