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IRIS: Sistema interno de inspeção rotativa

O sistema interno de inspeção rotativa (IRIS) é um método ultrassônico para o teste não destrutivo de tubos. A sonda IRIS é inserida em um tubo que é inundado com água, e a sonda é retirada lentamente conforme os dados são exibidos e gravados. O feixe ultrassônico permite a detecção de perda de metal tanto interna quanto externa da parede do tubo.


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Inspeção Ultrassônica - IRIS Sistema interno de inspeção rotativa

Equipamento de ensaio IRIS.Equi

A sonda IRIS consiste de um espelho rotativo que direciona o feixe ultrassônico para a parede do tubo. O espelho é acionado por uma pequena turbina que é girada pela pressão da água sendo bombeada. Conforme a sonda é puxada, o movimento giratório do espelho resulta em um percurso de varredura helicoidal.

O sistema é configurado para garantir que o pulso ultrassônico se origine exatamente no centro do tubo. Um pulso originado fora do centro mostrará uma imagem distorcida do tubo devido à diferença no trajeto do som para cada ponto da parede do tubo. Por essa razão, existem dispositivos de centralização que ajudam o operador a manter a turbina na posição central do tudo por todo o tempo.

Inspeção Ultrassônica - IRIS Sistema interno de inspeção rotativa

Sondas para ensaio IRIS

O transdutor utilizado para a inspeção é de alta frequência, o suficiente para se refletir tanto a parede interna quanto a parede externa do tubo. O intervalo de frequência normalmente usada varia de 10 a 25 MHz.

O que será encontrado no Ensaio Não Destrutivo IRIS?

Será encontrado corrosão/erosão interna ou externa, tanto localizada como generalizada. Não é indicado para detecção de furos passantes ou trincas.

Inspeção Ultrassônica - IRIS Sistema interno de inspeção rotativa

Software de análise dos resultados – Imagem do tubo em diferentes tipos de visualização.

 

Inspeção Ultrassônica - IRIS Sistema interno de inspeção rotativa

Software de análise dos resultados – Imagem do feixe de tubos com indicação em mapa de cores da espessura remanescente de cada um.

Onde é utilizado Ensaio Não Destrutivo IRIS?

Provado em campo e comumente utilizado em tubos de caldeiras e trocadores de calor. A sonda IRIS deve ser movida muito lentamente (aproximadamente 1 polegada por segundo ou 2,5 cm/s), mas produz resultados muito precisos (medições de espessura de parede geralmente com precisão de 0,005 polegada ou 0,13 mm).

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Ensaio IRIS em trocador de calor.

Antes do exame, os tubos devem ser limpos internamente com hidrojateamento. Um suprimento de água limpa é necessário, normalmente a uma pressão de 60 psi ou 0,4 MPa. Sujeira ou detritos na água podem causar a obstrução da turbina.

Funciona para diâmetros de tubo a partir de ½ polegada (13 mm). Dispositivos centralizadores especiais são necessários para diâmetros maiores. Trabalha em tubos de metal ou plástico e opera em temperaturas acima de zero.


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Correntes parasitas pulsadas (PEC): tudo sobre técnica

Correntes Parasitas Pulsadas (PEC – Pulsed Eddy Current) é uma técnica muito utilizada na indústria para inspeção quantitativa comparativa de medição de espessura, em materiais ferromagnéticos sob isolamento não condutivo como vasos e tubulações isoladas.

O ensaio por Correntes Parasitas Pulsadas pode ser realizado sem a necessidade de contato direto da sonda com o material a ser inspecionado, ou seja, pode haver ar, água, revestimentos, produtos de corrosão entre a área de inspecionada e a sonda.

Em que se baseia a técnica de Correntes Parasitas Pulsadas?

A técnica de Correntes Parasitas Pulsadas baseia-se no princípio da magnetização do material a ser inspecionado (chapa ou tubo) por uma sonda. Uma corrente elétrica é introduzida através de uma bobina indutora a qual magnetiza o aço próximo à sonda (Probe). A corrente é então desligada e, como resultado, há um decaimento do campo magnético presente no material.

Esta repentina alteração no campo magnético gera correntes parasitas, que se propagam no material e decaem em potencial na medida em que se propagam. O campo induzido por estas correntes parasitas é detectado por uma bobina presente na sonda PEC, e o sinal detectado é relacionado à espessura.

Em outras palavras, no caso de perda de material por corrosão, por exemplo, o tempo de decaimento será menor, pois haverá menos material para absorver o campo gerado pela sonda. Desta forma, é possível determinar com relativa precisão a perda de massa em tubulações e chapas em aço carbono, sem necessidade de remover o isolamento.

Principio básico de medição por Correntes Parasitas Pulsadas

A técnica de Correntes Parasitas Pulsadas obtém a medida da espessura da parede por uma média da área sob a sonda (área circular onde as correntes parasitas circulam). Isso torna o ensaio ideal para determinação de perda média de espessura de parede.

Diferença entre as técnicas: Correntes Parasitas e Correntes Parasitas Pulsadas

Considerada uma técnica não destrutiva avançada, as correntes parasitas pulsadas (Pulsed Eddy Current – PEC) utilizam um pulso como sinal de entrada, ao passo que as correntes parasitas convencionais usam um sinal senoidal. As vantagens da técnica de PEC sobre a técnica de correntes parasitas convencional de frequência única são: maior profundidade de penetração; maior riqueza de informação sobre os defeitos e maior robustez contra interferência. O ensaio por correntes parasitas pulsadas também exige uma instrumentação menos custos a, se comparado com o ensaio por multifrequência, o que também seria outra vantagem.

Aplicações da Técnica de Correntes Parasitas Pulsadas

Possíveis aplicações para a Técnica de Correntes Parasitas Pulsadas (PEC) são:

  • Corrosão Sob Isolamento Térmico (CUI – Corrosion Under Insulation)
  • Corrosão por Fluxo Acelerado (FAC – Flow Accelerated Corrosion)
  • Corrosão Sob Proteção Antichamas (CUF – Corrosion Under Fireproofing).
Por que o Ensaio Não Destrutivo de Medição de Corrosão por Correntes Parasitas Pulsadas é importante?

Equipamentos e componentes metalúrgicos sofrem a ação de processos corrosivos, que impõem a redução da espessura da parede, limitando as condições de operação e reduzindo, portanto, a sua vida útil. Dentre os ensaios não destrutivos a técnica de correntes parasitas pulsadas tem sido utilizada para inspeção de componentes metálicos revestidos. O ensaio por corrente parasita pulsada (PEC), difere da técnica convencional, por ser uma técnica multifrequência.

A inspeção periódica ou contínua de equipamentos para o monitoramento ou a detecção da corrosão, deve garantir o funcionamento das instalações industriais assegurando a integridade de todos, com o mínimo de custo aplicado. Para tal, técnicas de inspeção não destrutiva devem ser aplicadas a fim minimizar estes custos.

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